Andropausa e TRH
Contracepção
Desempenho Sexual
DSTs
Impotência
Menopausa e TRH
Menstruação
Orgasmo
Próstata
A existência das coisas nos é revelada através dos sentidos. Reconhecemos a existência até de objetos que se encontram ou se encontravam a milhões de anos luz de distância, como as estrelas, porque as suas luzes são vistas por nossos olhos. É através da sua aparência ou dos sons que produzem, do odor que exalam, da luz que emitem, da pressão que exercem, que identificamos os objetos inanimados e os seres vivos.

Quando cremos na existência de algo que nunca vimos ou reconhecemos através dos vários meios de percepção, nos baseamos em evidencias circunstanciais ou na lógica.  Quando essa crença se transforma em convicção a chamamos de fé.  Para que haja fé, portanto, é indispensável que a existência do objeto da crença não seja reconhecida por nossos sentidos e, portanto seja imaterial, logo não exista.  Como para o desenvolvimento de uma convicção necessitamos raciocinar, a existência da fé é reservada e exclusiva da espécie humana.  Os animais irracionais não podem ter fé.  O conceito de Deus surge, portanto, de uma elucubração humana relativamente moderna considerando-se a existência da espécie humana, que se apresenta de diversas formas na mente daqueles que aceitam a sua existência assumindo um poder sobrenatural tão abrangente, que serve ao propósito de “explicar” tudo aquilo que a ciência não explica.  A sua utilidade maior é na verdade explicar “os finalmente” quando a ciência se limita “aos entretanto”.

As religiões monoteístas atribuem a Deus a criação de tudo que existe no universo, tudo que ocorre no mundo, enquanto seus lideres atribuem a eles mesmos e aos seus pastores a condição de interpretes da vontade divina.  Além dos líderes e dos pastores, milhões de pessoas vivem às custas das rendas das religiões organizadas sobrevivendo literalmente graças a Deus.  Assim, considerando apenas aqueles que vivem “graças a Deus”, como funcionários das organizações religiosas, do faxineiro do banheiro do bispo ao piloto do avião dele, do pastor que preside uma celebração ao padre que ensina religião na escola, todos comem, bebem, se vestem e moram “graças a Deus”, um paizão extraordinário que movimenta fortunas incalculáveis.  Os adeptos das diversas religiões, que somam bilhões de pessoas, seguem a orientação dos líderes até no momento de escolher os seus representantes no Congresso Nacional e obedecem às determinações dos pastores até no seu comportamento sexual.  Os líderes religiosos que se apresentam aos seus seguidores como interpretes de Deus comandam ações suicidas e dispõem da vida dos crentes que acreditam piamente no seu poder divino. Não se pode descartar, portanto, a existência de um ser, por imaterial que ele seja, quando ele exerce através dos seus intermediários um poder tão extraordinário.  Na realidade, existem abstrações cuja existência ninguém pode negar, como a esperança, a felicidade e o amor.  Por paradoxal que possa parecer ninguém percebe através dos sentidos a existência dos sentimentos nem das sensações.  Mas ninguém pode negar-lhes a existência.  Somente aquele que sente fome pode afirmar a sua existência momentânea.  Do mesmo modo, só aquele que odeia, inveja ou admira sabe o que sente e pode afirmar a sua existência.  Deste modo, teremos que reconhecer que o imaterialismo de Deus não é bastante para negar-lhe a existência, mas como os sentimentos a existência de Deus só poderá ser reconhecida por aqueles que sentem a sua presença.  Frente ao poder imenso que lhe é atribuído, tudo, até a vida eterna, está ao seu alcance assegurar àqueles que nele crêem sem restrições e a ele recorrem nos momentos de dificuldade agradecendo diretamente ao Todo Poderoso quando alcançam o seu objetivo.  Sem Deus não há esperança dizem os crentes.  Isso é verdade para eles porque certamente para aqueles que não acreditam em Deus há esperança de que o que é possível possa acontecer mesmo quando improvável.  Tanto os crentes quanto os ateus jogam na loteria e torcem pelos seus times sempre na esperança de ganhar.

Em termos práticos, temos que reconhecer que ainda bem que Deus existe porque, se ele não existisse, os milhões de pessoas que vivem as suas custas estariam desempregadas ou teriam que trabalhar.

Elsimar Coutinho

 
 
   
   
   
   
 
Você acha que a menstruação é realmente necessária?
Sim
Não
Não sei