Andropausa e TRH
Contracepção
Desempenho Sexual
DSTs
Impotência
Menopausa e TRH
Menstruação
Orgasmo
Próstata
A Reposição Hormonal e a mídia
No início de março deste ano o National Institute of Health (NIH) dos Estados Unidos anunciou a descontinuação do estudo conhecido pela sigla de WHI (Women's Health Initiative) no qual foram avaliados os efeitos do Premarin 0,625 associado ou não à medroxiprogesterona (Premarin + MPA) em um grupo numeroso de mulheres.
Na realidade o primeiro braço do estudo (Premarin + MPA) já tinha sido descontinuado há mais de um ano (julho de 2002) em virtude da constatação de um aumento na incidência de câncer de mama e de doença cardiovascular.
O segundo braço do estudo no qual as pacientes se limitaram a usar apenas o Premarin 0,625 não mostrou, ao contrário do primeiro, nem aumento na incidência de câncer de mama nem de doença cardiovascular. Entretanto mostrou um aumento na incidência de acidente vascular cerebral (AVC) igual à do grupo que usou a terapia combinada e que foi da ordem de 8 acidentes vasculares cerebrais por 10.000 mulheres por ano.
Apesar do aumento na incidência de AVC no grupo de mulheres tomando o Premarin puro ser idêntico ao do outro grupo no tratamento combinado, os defensores da TRH festejaram os resultados do estudo com os estrogênios em virtude da eliminação das duas alegações mais importantes apresentadas pelos críticos da reposição hormonal que são justamente os aumentos na incidência de doença cardiovascular e de câncer de mama.
O estudo do WHI tem muitos méritos mas tem inegavelmente muitos defeitos que estão agora sendo analisados pacientemente pelos especialistas. O que se apresenta como ensinamento fundamental é que o uso de medroxiprogesterona em doses elevadas para neutralizar a ação dos estrogênios sobre o endométrio por períodos longos deve ser evitado. Igualmente, e apesar da incidência de AVC ser relativamente baixa (inferior a 1 caso em 1.000 mulheres-ano), a TRH deve ser usada com cautela em fumantes e idosas.
É pena que a mídia não tenha dado aos achados positivos do segundo braço do WHI a cobertura de primeira página que deu aos resultados negativos do primeiro braço. No que se refere à incidência de câncer, por exemplo, o único efeito observado nos sete anos de administração contínua de estrogênios foi a redução de 23% na incidência de câncer de mama, exatamente o inverso do que ocorreu no primeiro braço. Considerando-se os outros benefícios confirmados pelo estudo (entre os quais merece destaque a redução na incidência de fraturas decorrentes da osteoporose), que fazem da estrogenioterapia a principal linha de defesa contra a decadência física e mental da mulher no climatério, temos que lamentar o desinteresse da mídia em restabelecer a confiança do público na TRH, nos cabendo por isso mesmo divulgar os novos resultados com presteza e o máximo de visibilidade. Particularmente importante se faz a ênfase nos benefícios que a TRH assegura à conservação dos epitélios. a pele, os fâneros, os odores, a lubrificação vaginal, a estrutura dos seios e das nádegas, a auto-estima e o bem estar da mulher. Não devemos esquecer que o homem que depende de tudo aquilo que os estrogênios asseguram a sua companheira é. assim como ela. estrogênio-dependente, tornando-se importante beneficiário secundário da reposição hormonal da mulher.
 
O Câncer de Mama no Brasil: A Influência da Geografia e da Etnia
A Reposição Hormonal e a mídia
Reposição Hormonal
   
É possível haver perda de libido fazendo TRH?
É possível fazer um tratamento natural para Reposição Hormonal com a mesma eficiência do método artificial de reposição com implantes?
Tenho 50 anos e estou na menopausa. Gostaria de fazer reposição hormonal mas sou uma assídua fumante (quase duas carteiras por dia). Há alguma contra indicação para fumantes?
 
     
 
 
   
   
   
   
 
Você acha que a menstruação é realmente necessária?
Sim
Não
Não sei