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O remédio natural mais eficiente para a tensão pré-menstrual é sem dúvida a gravidez. Grávida, a vítima de TPM livra-se dos sintomas e das seqüelas associadas à síndrome por um período mínimo de nove meses. A proteção contra a TPM ainda poderá se estender por muitos meses se a mulher amamentar ad libitum. Neste caso além dos benefícios para si própria a mulher estará beneficiando o seu filho. Se a mulher não deseja ou não pode antecipar a gravidez e tem aptidão para a prática de exercícios físicos poderá intensificar-los até alcançar o nível de atividade que inibe a ovulação e conseqüentemente a menstruação como ocorre com as atletas profissionais. A amenorréia da maratonista livra a atleta da TPM enquanto a freqüência e intensidade dos exercícios forem mantidas. Tanto na grávida como na nutriz ou na atleta o desaparecimento da TPM ocorre obviamente em virtude da supressão da ovulação e da menstruação sem recurso à medicação.
Nas usuárias de anticoncepcionais, recomendo o uso contínuo da pílula. Entre as várias pílulas, prefiro entre as combinadas às associações de etinil-estradiol com o norgestrel, que podem ser usadas por via vaginal (Lovelle®) e entre aquelas sem estrogênio prefiro as de desogestrel (Cerazette®) e norgestrel (Nortrel®).
Mais eficientes para inibir tanto a ovulação quanto a menstruação são os implantes para aplicação subcutânea dos vários esteroides que proporcionam inibição da ovulação por seis meses (elcometrina, 50 µg) ou um ano (gestrinona, 300mg). Outra alternativa de implante é o desogestrel (Implanon®) que, apesar de não inibir totalmente a ovulação tem a vantagem de durar três anos. Entre os injetáveis por via intramuscular destaca-se a suspensão do acetato de medroxiprogesterona (Depo-Provera®), que inibe a ovulação e a menstruação por três meses (150 mg) ou seis meses (400 mg). Após a aplicação deste injetável não deve haver massageamento da área. Para as mulheres que fazem questão de continuar menstruando, recomendo o uso de diuréticos durante a segunda metade do ciclo.
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